O que aprende viajando de bicicleta

A linda e emocionante história de Rafaela. Da mulher que acreditava não ter aptidão para praticar esportes e que hoje passou a conhecer o mundo de cima de uma bicicleta.

Texto: Rafaela Asprino

Fotos: Antonio Olinto e Rafaela Asprino

Nós somos fruto das experiências vividas, e elas estão muito conectadas ao lugar que nascemos, às pessoas que conhecemos pelo caminho, mas também ao quanto nos permitimos transformar em cada encontro ou situação.

Minha aproximação com a bicicleta aconteceu depois da adolescência, de uma forma descompromissada. Talvez por isso ela tenha me conquistado. Mas só depois de adulta é que essa relação realmente me transformou.

Através das experiências vividas, compartilho com vocês o que aprendi viajando de bicicleta, coisas que me fizeram e fazem ser uma mulher e uma pessoa melhor. Algumas delas eu já sabia na teoria, mas a bicicleta me mostrou na prática que é tudo verdade!

Manter a forma e a saúde pode (e deve) ser algo muito divertido e prazeroso.

Esse foi meu primeiro aprendizado quando comecei a treinar com frequência, já com 33 anos. Eu não gostava muito de exercícios e muito menos de acordar cedo. Depois que comecei a treinar de bicicleta, acordar cedo para ver o nascer do sol na estrada era uma forma de recarregar as energias. Nessa época (fevereiro/2007) eu ainda morava em São Paulo. A imagem é do dia em que desci a Estrada de Manutenção da Rodovia Imigrantes com o amigo Ricardo, que estava indo encontrar sua família na Praia Grande/SP.

É na simplicidade das coisas pequenas que reside a liberdade.

Quando temos que carregar com nossas próprias forças tudo o que precisamos, descobrimos que precisamos de pouco para viver, e menos ainda para sermos felizes! Esta foi minha primeira viagem de bicicleta com meu companheiro Olinto, em junho de 2008, onde atravessamos a Finlândia[RA1] . Foi também meu primeiro acampamento autônomo (onde temos todo o equipamento de sobrevivência).

Eu sou forte.

Essa foi uma grande quebra de paradigmas. Eu carregava comigo desde a infância uma falsa certeza de que eu não tinha habilidade para a prática esportiva. Viajando de bicicleta cheguei com minha própria força a lugares que nunca havia imaginado. Aqui estamos no Passo Khardung-la, considerada a estrada mais alta do mundo, nos Himalaias Indianos[RA2] , a mais de 5300m de altitude (julho/2013).

Devagar se vai ao longe, desde que tenha paciência!

Percorrer longas distâncias em bicicleta parece algo reservado somente para atletas. O cicloturismo me mostrou que, com paciência, pedalando um pouco por dia, posso controlar a ansiedade de “chegar”, posso aproveitar o caminho e, ao mesmo tempo, conhecer profundamente os lugares e as culturas. Aqui estamos no norte da Índia, próximo à fronteira com a China, o lugar mais longe do Brasil em que eu estive. A partir desse ponto, por questões de segurança do país, somente cidadãos indianos autorizados é que podem avançar (agosto/2013).

O mundo é bom!

A violência divulgada pelos meios de comunicação de massa nos induz a temer lugares que não conhecemos. Durante uma viagem de bicicleta nos relacionamos com tudo e com todos à nossa volta, e isso nos revela pessoas solidárias, amigas, pessoas como eu e como você, que querem receber bem um estrangeiro e fazê-lo sentir-se em casa. Dessa forma, passamos a conhecer não só o lugar, mas também as nuances de cada cultura que visitamos. Aqui entrego o desenho que tinha feito da Árvore de Pedra [RA3] para o guarda parque, que nos cedeu espaço abrigado para montar nossa barraca numa madrugada congelante (Bolívia, agosto/2015).

Todos somos iguais.

Não importa a religião, cultura, raça, o ser humano em sua essência é o mesmo “ser bom”, que se revela a quem dedicar um tempinho para observá-lo.

O mundo é minha casa.

A autonomia de viajar de bicicleta e acampar onde quer que esteja me entregou esse maravilhoso sentimento: o de estar em casa em qualquer lugar. Mudei minha percepção de “pertencimento” a um lugar e, ao mesmo tempo, compreendi que a natureza não tem um único dono. Todo aquele que toma o tempo de apreciá-la se torna o proprietário dos fugazes momentos de extrema beleza que ela nos oferece com tanta generosidade… (Norte da Argentina, setembro/2015[RA5] ).

SOBRE RAFAELA ASPRINO E O PROJETO DE CICLOTURISMO NO BRASIL

Rafaela Asprino e seu companheiro, Antonio Olinto, viajam pelo mundo em bicicleta. Eles integram o Projeto de Cicloturismo no Brasil, que desde 2007 tem como objetivo divulgar o Cicloturismo em todas as suas vertentes através da produção de livros e vídeos: guias de cicloturismo [RA6] dos mais variados estilos de viagem, livros texto sobre aventuras de bicicleta[RA7] , produção e edição de imagens [RA8] sobre as viagens de aventura e dos roteiros dos guias, além de participação em palestras e eventos relacionados com esta área.

Para viabilizar as pesquisas de campo para a elaboração dos guias, o casal vive em um motor home. Em suas férias, guardam o motor home e partem somente em bicicleta para explorar alguma região exótica do planeta. Mais informações em www.olinto.com.br.

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[RA1]Se quiser pode por o link do nosso site: https://www.olinto.com.br/index.php/viagens/escandinavia/

[RA2]Se quiser pode por o link do nosso site: https://www.olinto.com.br/index.php/guia-livro-dvd-viagem-bicicleta/ladakh-tibete/

[RA3]Se quiser pode por o link do nosso site: https://www.olinto.com.br/index.php/guia-livro-dvd-viagem-bicicleta/salares-desertos-montanhas-vulcoes/

[RA4]Se quiser pode por o link do nosso site: https://www.olinto.com.br/index.php/guia-livro-dvd-viagem-bicicleta/filhos-estrada/

[RA5]Se quiser pode por o link do nosso site: https://www.olinto.com.br/index.php/guia-livro-dvd-viagem-bicicleta/salares-desertos-montanhas-vulcoes/

[RA6]Se quiser pode por o link do nosso site: https://www.olinto.com.br/index.php/guia-livro-dvd-viagem-bicicleta/guias-cicloturismo-caminhada/

[RA7]Se quiser pode por o link do nosso site: https://www.olinto.com.br/index.php/guia-livro-dvd-viagem-bicicleta/livros-viagem-aventura-bicicleta/

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Sou Viviane Mendonça , Ciclista, cicloturista e cicloativista há 15 anos
“Incentivadora do uso da bicicleta entre as mulheres!”
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Por Viviane Mendonca – Geógrafa , historiadora e apaixonada por bicicleta

É mulher na bike que a gente quer ver no outubro rosa?

O pedal outubro rosa #juntassomosmais em Guarapuava foi lindamente colorido por mulheres maravilhosas. Cada uma no seu ritmo, no seu tempo e na sua vontade abrilhantaram as estradas e a cidade de Guarapuava. Parabéns a família @los_manolos_elas_no_pedal e @biksstore e a todos que colaboraram para este lindo e emocionante evento.

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