Mãe, esposa, ciclista e atleta

Se existe uma palavra que não costuma fazer parte do vocabulário dessa mulher é “limite”. E ela segue provando que a única condição necessária para sonhar é, de fato, ter um sonho.

Hoje vamos falar de garra, superação e muita doçura. Essa é a definição da atleta Jacqueline Arruda Miranda Dubieux de Oliveira a Jac. Paulista, 33 anos casada e mãe da Yasmin.

A Jac é uma daquelas mulheres baixinhas no tamanho, mas gigante na trilha. E nem pense que ela nasceu pedalando , assim como muitas de nós, descobriu a bike em sua vida mais tarde e desde estão só vem evoluindo nas trilhas a ponto de se tornar uma atleta renomada em São Paulo. Publicitária, Jac adaptou e modificou a sua vida totalmente para conseguir cumprir a sua rotina de treinos. Atualmente faz marmitas saudáveis, assim tem horas flexíveis de trabalho e consegue pedalar sempre que quer e precisa. Vem comigo conhecer esta mulher linda, delicada e muito forte nas trilhas.

“Pedalei muito na infância e adolescência, resgatei isso quando ganhei uma bike do meu marido, comecei a pedalar em 2016, acordava as 6 da manhã fazia 20 ou 30 km e depois voltava pra casa pra dar café pra família.

Eu havia perdido minha mãe e estava com depressão, minha psicóloga e minha homeopata pediram que eu encontrasse uma atividade física para ajudar meu corpo a produção de serotonina, eu fiz um tratamento homeopático também, mas foi a bike mesmo que me levou a ter alta médica da psicóloga.

Jac, conta pra gente como é a sua vida, sua relação e rotina com a bicicleta? Eu pedalo 6 dias da semana, tenho sempre meu day off mesmo que eu não esteja cansada pq é importante o intervalo entre as atividades físicas. Pedalo sozinha quando quero treinar, e em grupo quando quero me divertir. Hoje minha vida gira em torno de estar em atividade com a bike, e mostrar pra outras pessoas que eles podem praticar atividade e ser feliz ao mesmo tempo. Tive depressão e isso fez com que eu me perdesse dentro de mim, era como se minha essência estivesse perdida, eu não me reconhecia mais , A bike trouxe auto estima , tempo para pensar em mim, a serotonina para dar aquele up, hoje vejo que a bike foi o meu equilíbrio total, entre corpo e mente, me reencontrei e ainda pude conhecer um lado meu que eu não conhecia, o de superar e acreditar em mim.

A gente sabe que a bike une as pessoas. No seu caso, existe uma relação de amizade fora dos pedais?

Sim, tenho grandes amigos que a bike uniu, famílias inteiras que se uniram, isso é indescritível um ciclo social enorme, onde penso em ir tenho amigos , gente que guardo no peito, que estendo a mão se precisar e vice versa.

Que mudanças você percebe do antes e depois da bike em sua vida? Mudanças no corpo, é como se eu tivesse voltado no tempo, rejuveneci!!! Mudança no humor, na forma positiva de ver o mundo. TPM controlável, a disposição e energia que tenho hoje em dia é maior do que quando eu era adolescente. Equilíbrio emocional ampliado, menos brigas em casa, mais momentos inesquecíveis. Conheci muita gente do bem. Me decobri mais concentrada e focada. Fiquei mais forte. Conheci muitos lugares legais. Passei a admirar as pessoas. Passei a acreditar em mim e sentir orgulho Hoje aqui em casa sou motivo de orgulho. Sou outra pessoa hoje

Pedala na cidade , estrada ou trilhas? Por que?

Pedalo onde eu tiver oportunidade eu amo pedalar na terra, a diversão é garantida, na estrada eu amo também muito gostosa a sensação de liberdade, na cidade eu gosto mesmo de disseminar um estilo de vida saudável, que na minha opinião faria a vida de todos melhor, é alegre e imponente afinal somos tão pequenos perto dos veículos e temos nossos direitos, o mundo precisa mesmo de gente que influencie de forma positiva, gente que respeite como gostaria de ser respeitado, e gente que seja gentil!!! E na minha casa todos pedalam, meu desejo é que possamos sair juntos mais vezes pra pedalar, já competi em dupla com meu marido, e minha filha já participa de corridas kids, logo mais posso fazer dupla com ela, é gostoso compartilhar com eles esse amor por bike.

E para finalizar o nosso bate papo, como seria sua vida sem a Bicicleta? Seria uma vida sem energia, sem metas e sem alegria que tenho de viver, uma vida sem evolução, sem direção, sem equilíbrio, aquela vida que só existe , não vive.

São mulheres como a Jac que têm o poder de mudar o esporte e a vida. Encarar os desafios do ciclismo e do meio onde vivem. Precursoras, guerreiras, audaciosas e livres. Precisamos cada vez mais que o esporte se diversifique e abra espaço para todos. A presença feminina tem crescido a cada dia no mundo da bicicleta. Esse mundo libertador e incentivador é realmente apaixonante. Deixem de lado a vergonha ou qualquer machismo que infelizmente ainda possa existir, mesmo que de forma velada, e pedalem.

“Pouco ou muito. Para longe ou para perto. Simplesmente pedale”. Lembrem-se, simplesmente pedalem!

Quer saber mais sobre a Jac?? Acompanhe no instagram

Sou Viviane Mendonça , Ciclista, cicloturista e cicloativista há 15 anos
“Incentivadora do uso da bicicleta entre as mulheres!”
Facebook Fanpage – https://www.facebook.com/voudebikeesaltoalto
Instagram – https://www.instagram.com/vou_de_bike_e_salto_alto/
Por Viviane Mendonca – Geógrafa , historiadora e apaixonada por bicicleta

É mulher na bike que a gente quer ver no outubro rosa?

O pedal outubro rosa #juntassomosmais em Guarapuava foi lindamente colorido por mulheres maravilhosas. Cada uma no seu ritmo, no seu tempo e na sua vontade abrilhantaram as estradas e a cidade de Guarapuava. Parabéns a família @los_manolos_elas_no_pedal e @biksstore e a todos que colaboraram para este lindo e emocionante evento.

Saiba mais

Compartilhe suas considerações

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Vou de Bike e Salto Alto. Mulheres amantes da bike e do salto alto encontram seu lugar para dividir experiências.

Acompanhe-nos


Seja notificada por e-mail sobre novas publicações